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NR-1 entra em vigor nesta terça e estudo mostra que apoio à saúde mental eleva produtividade em até 25%

Testes digitais, treinamento de lideranças e programas de apoio psicológico entram na pauta das empresas diante do avanço dos transtornos ocupacionais.

Por: DO MICRO AO MACRO

Os afastamentos por transtornos mentais cresceram 80% entre 2023 e 2025, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) analisados pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt). No mesmo período, o Brasil registrou cerca de 4 milhões de afastamentos por doença em 2025, o maior número dos últimos cinco anos, conforme levantamento do Ministério da Previdência Social. Os números transformaram a saúde mental em uma das discussões mais concretas do ambiente corporativo, e a partir desta terça-feira 26 ela passa a ser também uma obrigação legal.

“Esses testes ajudam a construir uma gestão dos riscos psicossociais e podem promover a segurança e saúde emocional do trabalhador. Além disso, são soluções que atuam na manutenção do clima organizacional”, explica Mattos.

Um mapeamento da Yale School of Medicine identificou aumento de até 25% na produtividade de trabalhadores que participaram de programas de apoio à saúde mental, dado que reforça o argumento econômico por trás das iniciativas.

Apoio psicológico

Programas de assistência emocional, consultas com psicólogos e acesso a ferramentas digitais especializadas formam a base do cuidado. A oferta pode incluir linhas de apoio, plataformas de terapia online e instrumentos de monitoramento de saúde mental integrados à rotina corporativa.

Treinamento de lideranças

Capacitar gestores para identificar sinais de desgaste emocional nas equipes é outra frente que vem ganhando atenção. Cursos de atualização e consultorias especializadas ampliam o repertório dos profissionais de RH que atuam diretamente no cuidado com o bem-estar das equipes.

Iniciativas de bem-estar

Campanhas de conscientização, espaços de escuta, meditação, yoga e workshops de gestão das emoções compõem esse terceiro eixo. Avaliações regulares de fatores de risco psicossociais permitem direcionar ações preventivas com mais precisão.

“O investimento em inovação se tornou fundamental para se manter relevante e acompanhar o desenvolvimento acelerado do ecossistema corporativo no país”, afirma Mattos.

A mudança regulatória chega em um momento em que a saúde mental já acumula peso econômico e social suficiente para justificar ação independente de qualquer obrigação legal.

Texto originalmente publicado em Carta Capital Data: 25/05/2026 https://www.cartacapital.com.br/do-micro-ao-macro/nr-1-saude-mental-no-trabalho-produtividade/